
Caminhava só pelas ruas escuras da cidade. Pensava. “Mas do que se trata em suma a tão dita Fé?”. Uma súbita e cruel duvida se abateu sobre meu ser naquele exato momento, não perdi tempo, ainda caminhando saquei o dicionário que estava na mochila que carregava nas costas e procurei a letra “F”, rapidamente encontrei a palavra (detalhe dito propositalmente, é que o professor de História tem usado, digamos que, termos bastante incomuns em seus textos, o que me levou a recorrer ao dicionário com uma certa freqüência…). Fé S.f.1.crença nas doutrinas religiosas. 2.A primeira das três virtudes (fé, esperança, caridade).3.Crença fervorosa.4.Confiança (em alguém ou alguma coisa).5.Afirmação de algum fato.6.Confirmação, prova.7.Fidelidade a compromissos e promessas, lealdade, garantia. Desde a Antigüidade a maioria dos povos era (alguns ainda são) movidos pela religião, crença. A cerca de 5207 anos atrás, acredito eu, iniciou-se o modelo de sociedade Teocrata oriental, ou seja, sociedade regida pela crença de que o seu governante (ou grupo de governantes) tratava-se de um enviado divino ou de um deus em si. Menés, o primeiro faraó egípcio. Mais tarde, aproximadamente 1200 anos mais tarde, os Hebreus surgiam à margem do Jordão, onde hoje é a região de Israel. O seu primeiro patriarca (segundo a Bíblia), Abraão, pregava uma “nova” religião, agora monoteísta (crê que há apenas um deus, onisciente, onipotente e onipresente), esta religião influenciou e muito o decorrer da história desse povo, ela foi o fator decisivo na união de suas tribos… Dentre outros fatores importantes para a organização de diversas sociedades, a fé certamente é algo que deve ser levado em conta quando trata-se de crença religiosa, mas e quando não é relacionada com a religião? Será que a credibilidade de uma nação em um único governante pode ser chamada de fé? Será que um ideal de liberdade que formaria um grupo de resistência contra um governante opressor poderia ser tratado como fé? Ou seria este um simples objetivo? Após refletir sobre estas questões, cheguei à conclusão de que os níveis objetivo, crença e Fé dependem apenas da motivação de seus envolvidos. Peter Pan
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Tallick - Filósofo e Sociólogo // Agosto 28, 2008 às 9:40 pm
RELIGIÃO É FANATISMO INTOLERANTE
Religião por si só já é uma forma de fanatismo intrinsecamente já inserida na sua natureza pelos seus próprios seguidores. Para que religião se o que importa é simplesmente respeitar e cumprir com os mandamentos de Deus?
Se bem que há pessoas que para ter fé em Deus precisam da intervenção de alguma religião.
Deus não disse “criai uma religião para que possam ser salvos”, isso nunca e jamais aconteceu, nem em relatos bíblicos e muito menos históricos. O que realmente aconteceu foi á vinda de nosso salvador até a terra, nesse acontecimento divino ouve ensinamentos morais e cristãos para que o homem viesse a compreender o real motivo da vida e assim cultivar o amor tendo como mestre o nosso senhor Jesus Cristo, mais nunca houve uma disseminação religiosa por parte dele, pois se isso fosse verdade seria o mesmo que afirmar que existe uma religião certa e verdadeira.
Como é que esses religiosos dizem agir na vontade de Deus, se eles mesmos são os primeiros a errar quando se dão a si mesmos o poder de julgar e condenar a atitude equivocada de uma pessoa, se bem que, quem teve, tem e sempre terá esse poder é somente Deus e mais ninguém. Pois afinal, o nosso senhor quando esteve em nosso meio em forma humana disse “Quem nunca pecou que atire a primeira pedra”. Somos seres humanos passíveis aos mais bárbaros e monstruosos erros, a santidade e o poder infinito de não errar ficou com o nosso senhor Jesus Cristo. Estamos atualmente passando por um período de maior disseminação do Poder Nu, ou seja, estamos na época em que alguns seres humanos já não sabem mais usar o raciocínio lógico e muito menos a razão, agem e “pensam” de acordo com as regras místicas e encabrestadora de mentes vazias oriundas das mas diversas igrejas e dogmas desnecessários. Isso é mais do que um poder nu, é um poder nu e cru, que apesar do mal evidente que faz a moral e ao caráter humano, ainda torna os seus seguidores cegos e sem raciocínio próprio. Tanto que ontem em séculos passados era a arma principal para dizimar e aterrorizar povos inteiros com suas cruzadas e guerras santas, hoje é usada (pelo menos no Brasil) não para destruir ou ferir ninguém, mais para por o medo, aterrorizar mais ainda quem tem a mente fantasiosa ao ponto de imaginar um “Deus vingativo e rancoroso” para com quem o desrespeita.
Se isso fosse verdade, eu diria: “ai de nós”.
“Somo todos irmãos na vontade de Deus e não juízes de nós mesmos”
Mesmo por que, desde cedo enquanto somos crianças desprovidas de senso crítico e moral, sempre fomos persuadidos e ensinados a ter medo de algum castigo e punição de alguma força suprema, tais como: “Se você não rezar você não vai para o céu”, “Deus vai lhe castigar se você fizer isso”, ou ainda pior, “ Deus vai ficar com raiva de você se você desobedecer a vontade dele”, ao invés simplesmente de ter nos ensinados a respeitar e seguir os mandamentos não dos homens, mais de Deus. Ou seja, desde a infância sempre nos foi ensinado uma espécie de “lado obscuro de Deus”, uma encruzilhada para que nos desvencilhamos e desviemos ao longo do tempo da verdadeira imagem que o nosso senhor sempre teve e sempre terá, de amor.