na falta de um assunto em específico, venho enfadar sobre minha falta de assuntos.
Há muito tempo atrás, quando eu ainda era um pueril jovem sem pretenções, não me importava muito com ter ou não assuntos a tratar com ninguém pois não havia mesmo ninguém com quem tratar -lembrando que eu nunca fui dos populares ou conversadores; sempre aquele guri na janela olhando pra fora dos lugares, nunca pra dentro.
Hoje posso lhes afirmar, ao contrário do que acontecia naquele tempo, que eu era uma pessoa feliz. Sem ter com quem ou com o que me preocupar. Pode-se dizer até que eu havia criado uma bolha de isolamento ao meu redor (o que é o sonho de muitos).
Pensando aqui comigo a respeito do que havia escrito ali em cima, descobri que a principal função de uma página como essa é dar vazão a nossos egoísmos. Sempre precisamos de uma valvula de escape para não explodir com essa hipocrisia diária permeada de eufemismos.
Evoluindo um pouco o assunto, posso comentar o que falava com Anitta ainda ontem; nós todos vivemos encobertos por um véu que pomos sobre nossas cabeças que faz com que enxerguemos nosso mundo de uma forma diferente, é uma forma de nos enganarmos no que diz respeito a forma com que deveriamos ver o mundo; acreditamos inocentemente que o mundo é um lugar morto ou até mesmo cruel e por esse motivo pomos uma espécie de filtro para que este se torne o que queremos que seja.
É uma teoria muito interessante para explicar por algums pessoas são incapazes de concordar ou até mesmo enxergar outras idéias ou pontos de vista que não o delas.
Muito bem pessoal, essa é a reflexão que vos deixo a pensar sobre, bom proveito e até a próxima.
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Cris // Agosto 26, 2008 às 6:12 am
“nós todos vivemos encobertos por um véu que pomos sobre nossas cabeças que faz com que enxerguemos nosso mundo de uma forma diferente, é uma forma de nos enganarmos no que diz respeito a forma com que deveriamos ver o mundo; acreditamos inocentemente que o mundo é um lugar morto ou até mesmo cruel e por esse motivo pomos uma espécie de filtro para que este se torne o que queremos que seja”
Não sei se entendo exatamente o que tu quis dizer, mas sei lá. Acho o mundo tão VIVO. Será que eu estou me enganando? Será que vejo o mundo através da minha única e egoísta ótica? Todas as perguntas têm várias respostas, nesse caso. Ou vários pontos de vista. Acho que o mundo é ruim e cruel em muitas coisas e com muitas pessoas. Olha quanta gente passando fome. Olha aquele país (será uma nação, se não tem união?) que nunca viu dias de paz. Olha a minha vida, que tem dias de guerra e dias de paz, e mesmo assim minhas guerras diárias não chegam perto da extensão das guerras permanentes de alguns lugares e da vida de algumas pessoas…
Outro dia, na faculdade, um professor falava sobre a imaginação, os ideais e a vida subjetiva e idealizada que temos ao nosso redor, e que é exaltada na literatura, no teatro e no cinema. Não sei o que seria da humanidade sem isso. Talvez algo como “Equilibrium” (já viu esse filme? Eu vi na TV, e em partes quebradas nas duas vezes, mas pretendo ver inteiro um dia. Nem sei quem é o diretor, mas gostei), em que as pessoas eram proibidas de terem sentimentos, e para isso deveriam tomar doses diárias de um substância reguladora (bloqueadora, na verdade) de sentimentos. Eu não imagino um mundo assim…
Bah, não sei se o que eu escrevi acima tem algo a ver com o que tu estavas falando, mas fui lembrando de algumas coisas e outras de acordo com o que eu ia lendo no teu texto. Acredite, até me lembrei de uma vinheta da MTV (!).
Bjos : )